Quinta-feira, 23 de Fevereiro de 2012

Puedo sentir - Lola érase una vez

Sola en la calle ya no espero encontrarte hoy
el dia me promete una salida. 
El mundo se ilumina, todo es nuevo y es mucho mejor. 
Te fuiste en el pasado, la cadena se rompió. 

Puedo sentir que ahora estoy mucho mejor, 
no necesito mas tu mirada. 
Puedo sentir que ahora estoy mucho mejor, 
solo de nuevo el aire en mi cara. 

Dejé la ropa vieja y el recuerdo de lo que pasó, 
estoy mucho más fuerte en mi camino. 
Arraso en linea recta y sin dudar a alguna dirección, 
quedate con lo tuyo porque a mi me llevo yo. 

No me vengas a buscar, 
ya no hay nadie, ya no hay nada, 
y el camino que elegi me devuelve toda el alma. 

Puedo sentir que ahora estoy mucho mejor, 
no necesito mas tu mirada. 
Puedo sentir que ahora estoy mucho mejor, 
solo de nuevo el aire en mi cara.

Terça-feira, 31 de Janeiro de 2012

Eu: Razão Vs Coração III

Sara Bareilles - Gravity
Found at abmp3 search engine


Querido coração:

Desisti de ti. Não vou mais ficar à espera que me percebas e me dês aquilo que sempre tomei como certo da tua parte. Não sabes ser justo, não sabes trabalhar em conjunto. Sempre respondes às minhas demandas com o máximo que me podes dar, mas isso apenas já não é o suficiente. Quero mais. Quero deixar de recorrer a ti por uma questão de hábito provocada por exemplos passados bem-sucedidos. Não me interessa o que já foi, o que já significaste, o que me deste; interessa o hoje e o agora em que já não és o mesmo. Dou-te demasiado valor às vezes, talvez até te exija demais mas gostava que me desses tudo aquilo que eu estaria disposta a dar-te. Como eu gostaria de voltar atrás e não precipitar as coisas, nunca te ter posto nesse tão alto patamar que não te permite senão descer. Exigi demasiado de ti talvez, esperei que me desses sempre as respostas que precisava na esperança que me pedisses o mesmo a mim – estava disposta a dar-to – mas nunca conseguimos ser iguais… Tu sempre foste o mais importante, o indispensável, ao contrário de mim. Mas isso muda agora. Quero a minha liberdade de escolha de volta, por muito limitada que ela possa ser sem ti. Vou tentar seguir em frente deixando-te no caminho. Sei que vou continuar a olhar para trás e a desejar regressar àqueles inícios em que tudo entre nós era tão mais simples, mas é isso que me vai fazer seguir em frente: pensar que as coisas já não são assim e que eu mereço que me vejam, me deem e me peçam tudo em porções equitativas. Nenhum de nós deve ter vantagem sobre o outro, o jogo deve ser justo e imparcial; apenas já não quero mais do mesmo. Quero mais.


Da tua razão

Quarta-feira, 25 de Janeiro de 2012

Voy a intentar - Pablo Alborán


Voy a intentar
que mi guitarra hable por mi
que diga todo lo que siento
que grite lo que yo no me atrevo a decir

Voy a intentar
que hoy el cielo hable por mi 
que lluevan todos mis lamentos
para que no me vea sufrir

Quiero ser feliz sin pensar en ti
tu fuiste mi ilusión 
pero hoy te olvido sin temor

Voy a intentar 
que otros besos lleguen a mi
que nunca mas me recuerden a ti
porque quiero revivir

Voy a intentar 
mirarte sin querer cantar
que hoy mi mundo no se para 
cuando te tengo que besar

La luz de las estrellas
ye abren camino a un nuevo amor
y vuelve la ilusión 
voy a quererla como nunca quise yo

Sexta-feira, 6 de Janeiro de 2012

Volver a empezar - Pablo Alborán



 Tengo que aprender a conformarme con lo que la vida me da,
dos manos y una voz pa cantarte y un corazón para poder amar.

 Tengo que dejar de ser cobarde y afrontar lo que miedo me da,
la oscuridad sin piso de la noche, el silencio de la amarga soledad..

  Volver a empezar de cero contigo o sin ti , 
volver a empezar de cero de nuevo estoy aquí. 
 Que si que no que si que no... 
 Volver a empezar de cero contigo o sin ti , 
volver a empezar de cero de nuevo estoy aquí.

 Hoy se viste el día de colores, me levanto lleno de alegría.
Miles de promesas sin cumplír, ya ves, pero mira sigo estando aquí.

 Ya era hora de cambiar de aire, volverme loco por primera vez.
Ya se que algunas cosas hice mal pero deja que aprenda de mi ayer.

 Volver a empezar de cero contigo o sin ti...

Sábado, 31 de Dezembro de 2011

Balanço - 2011


Chega então a temida altura do ano em que independentemente da inspiração estar ou não presente, há que fazer o balanço do que se passou durante um ano inteiro. Com a memória que eu tenho, um balanço nunca será completo, claro, mas este é mais um ano em que vou tentar o meu melhor como tenho feito nos últimos três.

2011 foi um ano de decisões. E isso resume tudo! Acabou uma etapa e iniciou-se outra, com muitas (in)decisões pelo meio, claro!. Todos defendemos o direito a decidir, detestamos quando isso se nos é tirado, mas depois quando apenas nós mesmos podemos tomar uma decisão que afetará as nossas vidas, sentimos a necessidade de conselhos ou que outro alguém tome a decisão por nós…é muita responsabilidade. Mas as decisões foram tomadas e se foram as melhores ou não, ainda está a ser auferido. Mas agora não se pode voltar atrás.
Sendo um ano de decisões, foi também um ano de mudanças. Infelizmente ainda não sei dizer se as mudanças foram para melhor ou para pior, depende sempre do ponto de vista ou dos aspetos a que me possa referir. Mas houve mudanças radicais nos mundos em que circulo: círculo de amizades incluído. Eu não mudei assim tanto, talvez apenas tenha começado a (sobre)viver mais e melhor: a relativizar mais, a deixar de parte aquilo que me faz confusão ou que me faz sofrer ou duvidar de mim mesma, dei alguns passos em frente. Tornei-me mais independente, aceito a “solidão” com maior abertura.
Foi um ano de vitórias e derrotas para a iPUM: primeira digressão por terras europeias, primeira vez na Latada e no 1º de dezembro…começamos a ser reconhecidos indoors. Derrotas porque muita coisa mudou em um ano, muitas saídas e entradas, a habitual renovação que acaba por deixar sempre as suas marcas.
Em termos profissionais posso afirmar que gosto de ensinar (o meu sonho de criança de ser professora de inglês afinal tinha algum fundamento) mas sinto uma vontade tremenda, aliás uma necessidade, de traduzir. Talvez por isso me tenha associado ao Projeto Revisoras Traduções. O mesmo é dizer que ando a ler mesmo muito e ando cada vez mais viciada em finais felizes (mesmo que demore a chegar lá como nas minhas novelas mexicanas ou estadounidenses).
Em suma, nada de grandes mudanças nem de grandes avanços, apenas uma evolução gradual e normal em direção à “realização”. (De referir apenas que continuo a não apoiar o Novo Acordo Ortográfico, mas rendi-me às evidências e comecei a usá-lo).

Que tenham um bom ano de 2012, espero que vos traga todas as respostas que procuraram durante este ano que se finda e obviamente que 2012 seja bem melhor que 2011! Até para o ano.

Segunda-feira, 26 de Dezembro de 2011

À noite


Estranhamente à noite é pior. Sinto mais a tua falta, penso mais no que poderia ter sido mas nunca foi e no que poderá ser amanhã quando um novo sol raiar, consoante o que eu decidir hoje.
Não consigo arranjar bons conselhos, boas razões para seguir este ou aquele caminho, terei de esperar pelo momento certo para estupidamente fazer uma escolha a quente, sob pressão.
É a noite que nunca te deixa partir. Parece querer aproveitar mais uns momentos contigo antes de se despedir por agora. Ela compete comigo, trava uma batalha desigual com a vitória assegurada; não conheço as suas armas mas ela conhece a minha única forma de te fazer importar: o fingimento. Nunca a deixei vencer sem luta, nunca desisti; ela sempre saiu vencedora por mérito próprio, mas creio que chegou a noite derradeira, aquela que me fará desistir; a quem entregarei os pontos até aqui conquistados e partirei sem os despojos a que teria direito. Seria, no entanto, uma mudança tão drástica que nem mesmo a própria noite perceberia o porquê, nem eu lho saberia explicar…venceste!
Ah, noite malvada que me deixas desperta sem ter para onde fugir, que me deixas de costas voltadas para o amanhã e refugiada naquilo que são pensamentos outrora demasiado racionais. Não te devia ser permitido seguir livre cometendo todos os crimes que de boa vontade perpétuas pelas nossas consciências. Sei de um planeta onde o sol te suplanta, onde duras apenas um décimo, onde quase não és relevante; planeio mudar-me para lá mas nem isso posso fazer sem a tua permissão.
Dizem-me que ages sozinha, que não és um fantoche nas mãos do mundo, se assim for por que então te comportas como se tudo o resto fosse irrelevante perante os teus morosos trabalhos de desconstrução de um fingimento, uma negação que durou dias a criar?
Não aceitas requerimentos por escrito, nem sequer me ouves quando pela minha imaginação te peço para adiar o nosso encontro. Não te sei influenciar, segues as tuas próprias regras e não me concedes nenhuma liberdade sumária. Não sei porque ainda sinto que te devo algo, que preciso que me envolvas no teu manto de escuridão e esquecimento e me ajudes a moldar aquilo que serei amanhã durante o dia até que me venhas visitar outra vez sempre sensivelmente doze horas depois da visita anterior.