domingo, 4 de julho de 2010
All In - Lifehouse
All night staring at the ceiling
counting for minutes I've been feeling this way
So far away and so alone
But you know it's alright
I came to my senses
Letting go of my defenses
There's no way I'm giving up this time
Yeah, you know I'm right here
I'm not losing you this time
And I'm all in, nothing left to hide
I'm falling harder than a landslide
I spend a week away from you last night
And now I'm calling, calling out your name
Even if I lose the game, I'm all in
I'm all in tonight, yeah I'm all in,
I'm all in for life
There's no taking back what we've got
Too strong, we've had each other's back for too long
There's no breaking up this time
And you know it's okay, I came to my senses
Letting go of my defenses
There's no way I'm giving up this time
I want it, I want it, I want it
I want it, I want it, I want it, yeah
I want it, I want it, I want it, yeah
sábado, 26 de junho de 2010
Granizo
in Sete SombrasEstá tudo bem, eu e o meu amigo conversamos horas, rimos, celebramos, ouvimo-nos em voz baixa, descobrimos os nossos defeitos comuns. E de repente, a terminar a noite, uma frase fora do sítio, implacável, sinceridade a mais, sensibilidade a mais, cinzas que resolvem cair, o granizo da amizade.
segunda-feira, 21 de junho de 2010
quinta-feira, 17 de junho de 2010
Zona de Embarque
Sinto vontade de voltar atrás no tempo, não para um momento qualquer em específico, daqueles que dizemos definirem a nossa vida e traçarem o futuro a que agora chamamos presente. Sinto falta da despreocupação, da inocência, do pensamento altruísta de que o futuro havia de ser melhor e apagaria as mágoas e erros do passado. Quero tudo isso de volta. E quero acreditar que hás-de chegar, nem que seja quando eu menos esperar e vindo do local mais impensável para mim.
Não posso afirmar que já te tenha sentido aqui alguma vez. Já pus essa hipótese, contudo. Talvez ainda agora. Mas às vezes confundo-me: não sei se é porque quero ou porque preciso acreditar que sim, que chegaste para ficar. Não. Quando chegares e vieres à minha procura, eu hei-de saber que a espera e a fé valeram a pena porque irei ter a certeza num instante apenas. Falta estabelecer o ponto de encontro.
Mas podes de facto já ter chegado sem grandes manifestações e por não seres o que eu esperava, não ter reparado que chegaras pronto para enfrentar a minha realidade. Ocorre-me que já possas ter chegado então, mas não saberes tu o que te esperava. Pode ser que vivas o dia sem saberes onde planeias chegar e quem hás-de encontrar. Pode ser que eu seja um erro de casting e que a hora seja errada e tudo não passe de uma quimera.
E, por outro lado, podes ser tu quem me espera ainda e eu quem te deve buscar. Se assim for, desisto porque a mim não me fizeram lutadora e aventureira como tu, tão-somente fraca e sentimental. E assim já não quero. Agora preciso voltar atrás, reencontrar-me, ao meu “eu” destituído de expectativas, pronta a agarrar tudo o que surgir e ir ao encontro de tudo o que fugiu sem autorização.
segunda-feira, 14 de junho de 2010
Alma
Nós não podemos amar, filho. O amor é a mais carnal das ilusões. Amar é possuir, escuta. E o que possui quem ama? O corpo? Para o possuir seria preciso tornar nossa a sua matéria, comê-lo, inclui-lo em nós... E essa impossibilidade seria temporária, porque o nosso corpo passa e se transforma, porque nós não possuímos o nosso corpo (possuímos apenas a nossa sensação dele) e, porque, uma vez possuído esse corpo amado, tornar-se-ia nosso, deixaria de ser outro, e o amor, por isso, com o desaparecimento do outro ente, desapareceria...
Possuímos a alma? - ouve-me em silêncio - Nós não a possuímos. Nem a nossa alma é nossa sequer. Como, de resto, possuir uma alma? Entre alma e alma há o abismo de serem almas.
Bernardo Soares in Livro do Desassossego
domingo, 6 de junho de 2010
Linhas Cruzadas - Virgem Suta
Reajo a esse incómodo olhar
Nem quero acreditar que vem na minha direcção
Há dias que estou a reparar, nem queres disfarçar
Roubas a minha atenção.
Aprecio o teu dom de tornar, num clique o meu falar
Numa total confusão.
Confesso que só de imaginar que te vou encontrar
Me sobe à boca o coração
E falas de ti e Falas do tempo
Prolongas o momento
Com um simples cumprimentar.
Falas do dia, falas da noite
Nem sei que responda
Perdido no teu olhar.
É certo que sempre ouvi dizer
Que do querer ou fazer vai um enorme esticão.
Mas haverá quem possa negar
Que querer é poder e o nunca é uma invenção.
Bem sei que este nosso cruzar
Pode até nem passar de um capricho sem valor
Mas porque raio hei-de evitar
Se esse teu ar me trouxe ao sangue calor.
quarta-feira, 2 de junho de 2010
Des(ilusões)
Ninguém conhece outrem totalmente e todos os dias somos confrontados com esse facto e tomámos a nossa posição. Podemos ignorar, questionar ou tentar mudar, mas não somos nós o cerne da questão. Ou talvez sejamos, uma vez que somos nós quem espera demais, quem acredita e quem confia – quem se ilude.
Estes são instantes em que somos forçados a pôr os pés no chão, a encarar a realidade e a aprender a lidar com ela. Instantes que nos fazem crescer, perder a inocência que tanto prezamos e ver as coisas tais como elas são – sem qualquer perfeição mascarada.
Desilusão é uma das palavras mais fortes que existe no nosso vocabulário, é algo que dificilmente volta atrás e dificilmente se conserta, por isso eu só a digo, porque tenho a real noção do seu valor, quando não há mais nada a fazer e todas as opções viáveis se esgotaram.