domingo, 7 de agosto de 2011

Twentysomething - Jamie Cullum


After years of expensive education,
A car full of books and anticipation...
I'm an expert on Shakespeare and that's a hell of a lot
But the world don't need scholars as much as I thought.

Maybe I'll go traveling for a year:
Finding myself, or start a career.
I could work for the poor, though I'm hungry for fame;
We all seem so different but we're just the same...

Maybe I'll go to the gym, so I don't get fat
Aren't things more easy, with a tight six pack?
Who knows the answers, who do you trust?
I can't even separate love from lust!

Maybe I'll move back home and pay off my loans,
Working nine to five, answering phones.
But don't make me live for my Friday nights:
Drinking eight pints and getting in fights!

Don't wanna get up, just have a lie in
Leave me alone, I'm a twentysomething...

Maybe I'll just fall in love,
That could solve it all...
Philosophers say that that's enough;
There surely must be more.

Love ain't the answer, nor is work
The truth eludes me so much it hurts...
But I'm still having fun and I guess that's the key
I'm a twentysomething and I'll keep being me!

sábado, 23 de julho de 2011

Monster - Paramore



You were my conscience
So solid now you're like water
And we started drowning
Not like we'd sink any further
But I let my heart go
It's somewhere down at the bottom
But I'll get a new one
And come back from the hope that you've stolen


I'll stop the whole world
I'll stop the whole world from turning into a monster
Eating us alive
Don't you ever wonder how we survive?
Well now that you're gone the world is ours

I'm only human
I've got a skeleton in me
But I'm not the villain
Despite what you're always preaching
Call me a traitor
I'm just collecting your victims
And they're getting stronger
I hear them calling


Well you thought of straight solutions
ButI liked the tension
And not always knowing the answers
You're gonna lose it
You're gonna lose it

sábado, 16 de julho de 2011

Sabes, eu também - Sebastião Antunes



Estava difícil combinar um café, mas desta vez lá foi
Talvez possamos falar do que já lá vai que as vezes ainda dói:
Da coragem esquecida que já se perdeu
quem deixou por dizer foste tu ou fui eu;
Da lembrança guardada num canto qualquer;
Da palavra apagada por não se entender
e dizer-te num gesto mais enternecido:
Sabes, eu também ando um bocado perdido.

Vou preparar-te um jantar, com certeza vou ser original.
E vou escolher-te um bom vinho. Tu sabes, nunca me saí mal.
Vou falar-te das voltas que a vida trocou;
Das verdades que o tempo já entrelaçou
Entre sonhos queimados lançados ao vento,
Entre a cor de um sorriso e o tom de um lamento.
E dizer-te de um sopro empurrado pela sorte:
Sabes, eu também ando um bocado sem norte.

Olha, não fiz sobremesa. Deixa lá, fica para a outra vez.
Vamos deixar mais um copo a falar dos quês e dos porquês.
Uma historia que nos apeteça lembrar;
Um episódio que nunca nos deu para contar;
Um segredo guardado p’lo cair do pano;
Um encontro marcado no cais do engano.
E dizer-te na hora em que a voz fraquejar:
Sabes, eu também me apetece chorar.

E vou chamar um táxi. É hora p’ra te levar a casa.
Era suposto um de nós nesta altura ficar com a alma em brasa,
Mas a vida é assim, não aconteceu.
Pouco importa dizer, foste tu ou fui eu,
O que importa é o abraço que estava por dar.
Há-de haver uma próxima e mais um jantar.
E dizer-te a sorrir já passa das três
Dorme bem, quem sabe … um dia talvez.

terça-feira, 12 de julho de 2011

Sobre mim

Adoro simetrias. Fascina-me conseguir resumir numa folha de papel tudo o quer sinto. Adoro ter planos e cumpri-los. Gosto da minha organização desorganizada.
Adoro saber a opinião dos outros. Gosto de desabafar com a pessoa certa. Adoro sentir-me útil. Adoro gestos que valem mais do que mil palavras. Adoro palavras.
Gosto quando alguém me conhece o suficiente para me poder dizer “tu és assim”. Gosto da ansiedade na véspera de algo importante.
Gosto de ser teimosa. Adoro explicações. Gosto de falar quando quero. Gosto do silêncio. Adoro música.
Gosto de todo o tipo de amigos que tenho. Gosto de dar e de receber. Gosto das pessoas em geral. Gosto de ver futebol.
Gosto de bilhar. Adoro escrever. Gosto de café. Adoro camisas. Adoro comer gelado directamente da caixa.
Odeio comparações. Odeio um par de olhos fixos em mim. Detesto não saber para onde vou antes de sair.
Odeio juízos de valor pré-concebidos. Detesto sentir-me pressionada. Odeio parecer mais forte e menos sensível do que realmente sou.
Detesto o facto de pensar demasiado nas coisas, forçando-as a perder o seu sentido inicial. Odeio achar que posso ser demasiado sincera.
Não gosto de intromissões indesejadas. Não gosto de surpresas, gosto de ter as coisas sob controlo.
Não gosto que me achem orgulhosa ou fria. Detesto ser a última a saber das coisas. Odeio indefinições.
Não gosto de pessoas que falam do que não sabem. Detesto ter de confrontar as pessoas.
Não gosto de tirar fotografias sozinha. Odeio perder uma discussão e continuar convencida de que tenho razão. Não gosto quando ponho os outros antes de mim.
Odeio o 8 e o 80. Não gosto que me toquem no cabelo. Odeio fazer algo contrariada. Detesto não ter confiança.
Não gosto de ter a mania de corrigir os outros. Detesto dar erros de português. Odeio sentir-me ignorada. Detesto que me assustem. Odeio achar que não consigo.
Não gosto que as pessoas não dêm nomes aos bonecos. Detesto que me chamem "Tininha".

(em construção...)

sábado, 2 de julho de 2011

Ausência

Gosto de ti senão de uma maneira muito tangível, pelo menos anda lá perto. E fazes-me falta. Faz-me falta que me tentes compreender e que partilhes comigo o que te castiga e te obriga a ser quem és. Preciso que me faças rir como sabes fazer, que eu deixe tudo o resto de lado quando me concentre só em ti e nas tuas palavras. Acredites ou não, sinto falta disso. Não é frase feita, nem o que se espera que eu diga: é apenas o que eu sinto e o que quero que percebas.

Sinto falta dessa dependência maldita que agora me faz precisar da tua presença reconfortante. Custa a acreditar, eu sei, mas as coisas mudam de tal maneira que sentimos vontade de regressar ao que já foi, àquilo a que nos habituamos e que agora parece mais seguro que o desconhecido.
Já to disse das maneiras mais claras e óbvias e por outros meios mais discretos, mas nunca é demais dizer-to. Na esperança de que esse conhecimento te faça voltar atrás.

Vai demorar a chegar o dia em que nos sintamos completos. Vou continuar à espera deste lado do Oceano. Sei que vais voltar atrás, sei que as circunstâncias não serão as mesmas. Agora tenho-te onde sempre foi o teu lugar: ligeiramente inclinado para a esquerda.

sábado, 28 de maio de 2011

Namora uma rapariga que lê

"Namora uma rapariga que lê. Namora uma rapariga que gaste o dinheiro dela em livros, em vez de roupas. Ela tem problemas de arrumação porque tem demasiados livros. Namora uma rapariga que tenha uma lista de livros que quer ler, que tenha um cartão da biblioteca desde os doze anos.

Encontra uma rapariga que lê. Vais saber que é ela, porque anda sempre com um livro por ler dentro da mala. É aquela que percorre amorosamente as estantes da livraria, aquela que dá um grito imperceptível ao encontrar o livro que queria. Vês aquela miúda com ar estranho, cheirando as páginas de um livro velho, numa loja de livros em segunda mão? É a leitora. Nunca resistem a cheirar as páginas, especialmente quando ficam amarelas.
Ela é a rapariga que lê enquanto espera no café ao fundo da rua. Se espreitares a chávena, vês que a espuma do leite ainda paira por cima, porque ela já está absorta. Perdida num mundo feito pelo autor. Senta-te. Ela pode ver-te de relance, porque a maior parte das raparigas que lêem não gostam de ser interrompidas. Pergunta-lhe se está a gostar do livro.
Oferece-lhe outra chávena de café com leite.
Diz-lhe o que realmente pensas do Murakami. Descobre se ela foi além do primeiro capítulo da Irmandade. Entende que, se ela disser ter percebido o Ulisses de James Joyce, é só para soar inteligente. Pergunta-lhe se gosta da Alice ou se gostaria de ser a Alice.

É fácil namorar com uma rapariga que lê. Oferece-lhe livros no dia de anos, no Natal e em datas de aniversários. Oferece-lhe palavras como presente, em poemas, em canções. Oferece-lhe Neruda, Pound, Sexton, cummings. Deixa-a saber que tu percebes que as palavras são amor. Percebe que ela sabe a diferença entre os livros e a realidade – mas, caramba, ela vai tentar fazer com que a vida se pareça um pouco com o seu livro favorito. Se ela conseguir, a culpa não será tua.
Ela tem de arriscar, de alguma maneira.

Mente-lhe. Se ela compreender a sintaxe, vai perceber a tua necessidade de mentir. Atrás das palavras existem outras coisas: motivação, valor, nuance, diálogo. Nunca será o fim do mundo.

Desilude-a. Porque uma rapariga que lê compreende que falhar conduz sempre ao clímax. Porque essas raparigas sabem que todas as coisas chegam ao fim. Que podes sempre escrever uma sequela. Que podes começar outra vez e outra vez e continuar a ser o herói. Que na vida é suposto existir um vilão ou dois.
Porquê assustares-te com tudo o que não és? As raparigas que lêem sabem que as pessoas, tal como as personagens, evoluem. Excepto na saga Crepúsculo.

Se encontrares uma rapariga que leia, mantém-na perto de ti. Quando a vires acordada às duas da manhã, a chorar e a apertar um livro contra o peito, faz-lhe uma chávena de chá e abraça-a. Podes perdê-la por um par de horas, mas ela volta para ti. Falará como se as personagens do livro fossem reais, porque são mesmo, durante algum tempo.

Vais declarar-te num balão de ar quente. Ou durante um concerto de rock. Ou, casualmente, na próxima vez que ela estiver doente. Pelo Skype.
Vais sorrir tanto que te perguntarás por que é que o teu coração ainda não explodiu e espalhou sangue por todo o peito. Juntos, vão escrever a história das vossas vidas, terão crianças com nomes estranhos e gostos ainda mais estranhos. Ela vai apresentar os vossos filhos ao Gato do Chapéu e a Aslam, talvez no mesmo dia. Vão atravessar juntos os invernos da vossa velhice e ela recitará Keats, num sussurro, enquanto tu sacodes a neve das tuas botas.

Namora uma rapariga que lê, porque tu mereces. Mereces uma rapariga que te pode dar a vida mais colorida que consegues imaginar. Se só lhe podes oferecer monotonia, horas requentadas e propostas mal cozinhadas, estás melhor sozinho. Mas se queres o mundo e os mundos que estão para além do mundo, então, namora uma rapariga que lê.

Ou, melhor ainda, namora uma rapariga que escreve."

(Texto de Rosemary Urquico, encontrado no blogue de Cynthia Grow. Tradução “informal” de Carla Maia de Almeida para celebrar o Dia Mundial do Livro, 23 de Abril.)