quarta-feira, 30 de abril de 2008

Geração presente

Faço parte de uma geração perdida
E recuso-me a acreditar que
Posso mudar o Mundo
Acredito que isto possa chocar mas
"A felicidade vem de dentro"
É uma mentira, e
"O dinherio traz felicidade"
Por isso em 30 anos vou dizer aos meus filhos
Não são o mais importante na minha vida
Os meus patrões saberão que tenho prioridades definidas porque
É mais importante o trabalho não a família
Digo-vos
Por vezes
As famílias reúnem-se
Mas não será assim na minha era
é uma sociedade sem sentimentos
Os entendidos dizem-me
Daqui a 30 anos vou celebrar o 10º aniversário do divórcio
Não me convenço que
Viverei num país criado por mim
No futuro
Destruição ambiental será a norma
Nunca mais se poderá dizer que
Eu e os meus, preocupamo-nos com a Terra
Será evidente que
A minha geração será comodada e doentia
É de doidos presumir que
Ainda existe esperança
E tudo isto será real a não ser que escolhamos revertê-lo.
by Nemec (Rui)
in Nemec Thoughts

segunda-feira, 14 de abril de 2008

Engels+Nederlands # Jamie Cullum&Marco Borsato


DREAM ON


I used to wake up in the morning to a better place,

I used to open up my eyes and I would see her face.

But nowadays when I awake there's nothing here I need.

I should have gone, I should have gone right back to sleep.


Let me dream on, Let me dream on

Let my heart relive the times of days gone by.

Let me dream on, Let me dream on

So I awake me please, let me believe,

Oh let me dream!


Tienduizend kleuren in de lucht,

Het regent tranen van geluk,

De wolken dansen

En de zon lacht naar de maan.

Geen oorlog, armoede geen pijn,

Alles precies hoe het moet zijn.

En waar mijn blik ook reikt,

Zie ik haar naast me staan.


I used to wake up in the morning to a better place

Ik heb het echt,

But those I've tried,

Geprobeerd

Sit a while

Maar het lukt me niet.

But I just don't succeed.

sexta-feira, 11 de abril de 2008

CONTROVERSY


I sleep with a killer
on my bed.
My sheets fabrics are made
of webs, ancient as my ideas.
The killer of the desert road
of my conscience.
I don't want to own your thoughts
but merely tell you what to think.
The clock is ticking, fast,
we're running out of time,
the time you need.
Too late to take it back,
I'm coming back home.
I miss my pillow and all my dolls.
I need not to wake up before a killer.
Let me redesign my deeds,
Don't kill me while I'm in bed.

Ana Cristina Silva
on "Domestic Violence"

domingo, 6 de abril de 2008

A CARTA


Ainda agarrada à última carta que recebi e que me fez perder
o chão e todo o rumo que tinha decidido tomar,
escapou-me por entre os dedos aquela promessa de felicidade
que brotou dos lábios mais belos que já vi.
Agarro-a bem perto do coração, abraço a esperança que já não
resta mas que sempre busquei nas palavras que me dizia;
sei agora o que ele escreveu, a sentença que o destino me
ditou não é justa para com tudo o que almejei
naquele olhar que trocamos.
Não aguento mais a pressão, um par de olhos fixos
neste envelope que carrego entre os dedos de umas mãos
vazias mas abertas para o que ainda há-de vir.
Tento não recordar a melodia da sua voz,
o sabor que confería a todos os valores
que tão ferozmente defendía,
relembro aquela palavra final escrita pelas suas mãos
ainda há pouco, sinto o cheiro da tinta a invadir-me e só
consigo pensar nas suas mãos, as que já tive
por entre as minhas num dia gélido
que o seu olhar aqueceu.
Ainda dói demasiado para ser racional, a carta está húmida
com toda a água salgada que cai de mim, olho
para o céu e tento apagar do meu espírito tudo
o que li, quero iludir-me com as lembranças que
me fazem amar-te, ainda, assim.
Ana Cristina Silva

segunda-feira, 31 de março de 2008

Geometria variável

A Feira do Livro de Braga começou este sábado e eu já marquei presença no Parque de Exposições. Assisti à entrega do prémio dst ao poeta Nuno Júdice, cuja obra desconhecia mas que vou procurar conhecer para além da Geometria Variável, obra vencedora do prémio, que nos foi oferecida e que no caso do meu exemplar, já se encontra devidamente autografado pelo autor. Claro que depois houve lugar ao já habitual percurso por todas as bancas, com paragem mais demorada na Europa América, na Presença e nos alfarrabistas, onde vou voltar para finalmente conseguir um tão esperado exemplar do Guerra & Paz de Leon Tolstoi. Mas a compra mais importante que fiz foi o novo livro do Nicholas Sparks, Uma escolha por Amor, cujas páginas já avidamente percorri domingo com a obrigatória caixa de lenços de papel ao lado, como qualquer leitor atento de Nicholas Sparks que se preze.
Vou voltar lá e voltar de lá já com o tão desejado Guerra & Paz, espero eu!!
Aqui fica o link para o programa da edição de 2008 da Feira do Livro de Braga.
Fica também um poema fascinante, belo ritmado e sincero da Geometria Variável de Nuno Júdice:

UM ANTIGO AMOR
Era esse o tempo em que nenhum rosto se parecia
com o teu, a mais bela mulher do mundo,
quando
era o amor que definia o cânone da beleza, e
só tu entravas nesse patamar em que a respiração
fica suspensa, os olhos não se desprendem de
outros olhos, e mesmo que tenhas partido são eles
ainda que guardo em mim, como se o olhar que nos
prendia um ao outro tivesse apagado o mundo
do meu horizonte, em que só tu cabias, mesmo que
não to tivesse dito, e só não sabia era se tu sentias
o mesmo que eu sentia por ti, que de tal forma
me oprimia que nem queria saber o que tu, na verdade,
sentias, porque a verdade eram os teus olhos
e os lábios que, ao abrirem-se, abriam o sorriso
que me abria a vida onde só tu cabias, até ao dia
em que desapareceste, para que eu não mais

te visse, até esse dia em que passaste por mim, e
só os olhos eram os mesmos, fazendo com que
anos, cidades, dias e noites, insónias e dores,
se tivessem apagado entre mim e ti, nesse breve
instante em que revi os teus olhos, e não mais te vi.