Em diversos momentos, Inês desejou saber o que se passaria na cabeça de Pedro e se pudesse descobri-lo tê-lo-ia feito sem pestanejar. Os sinais que recebia ora a deixavam contente e com esperança, ora lhe pareciam destruir a ilusão por completo e arruinar o momento. Embora raro, falar com Pedro fazia-a sentir bem consigo própria, ele parecia interessar-se por tudo o que ela lhe tinha a dizer e não se coibia de fazer os mais variados comentários. Mas havia momentos em que isso não chegava, em que Inês precisava de clareza, não de palavras ocasionais mas sim das palavras certas ditas no momento certo. Contudo, o momento nunca mais chegava e faltava-lhe a coragem para fazer o tempo avançar e deixá-la no exacto dia, na exacta hora em que tudo seria esclarecido e em que a ilusão se desvaneceria.
Pedro não deveria perceber nada do que se passava na mente de Inês mas, por vezes, parecia conseguir vislumbrar a verdadeira razão dos seus comportamentos. Já a conhecia suficientemente bem para a conseguir ler e saber quando bastava um gesto ou se era preciso mais do que uma palavra para ela ficar bem. Nem ele sabia dizer o que tudo significava, se ela era já mais do que uma mera amiga ou se era apenas e só uma pessoa com quem gostava de estar.
n.r.: Personagens e conteúdos meramente fictícios
quinta-feira, 11 de dezembro de 2008
segunda-feira, 8 de dezembro de 2008
miry wilds...
"... it is madness in all women to let a secret love kindle within them, which, if unreturned and unknown, must devour the life that feeds it; and, if discovered and responded to, must lead, (...), into miry wilds whence there is no extrication"
Charlotte Bronte in Jane Eyre
sábado, 6 de dezembro de 2008
domingo, 30 de novembro de 2008
What are we waiting for
Everybody wants to love somebody,
it's really simple but it's not that easy.
Everybody needs some reassuring
but when you break it down
they don't believe it.
Everybody dreams of the perfect ending
but its not a film and I'm not pretending.
So...
Won't you tell me,
does everybody feel the same like you and me?
Why can't you help me,
we've only got ourselves to blame, just you and me.
Why can't we fly,
Maybe if we jump together, just you and me.
Believe, so what are we waiting for?
Did I show you something a little bit frightning?
I didn't mean to scare you
but I thought you should know
that I need my distance but I want you closer.
Am I making sense?
Because I don't think so.
And you're a wild thing,
you're gonna take your freedom
and remember Eve in the garden of Eden.
Isn't there something better?
Just a little more,
we can live and die this way.
Don't you know?
What are we waiting for?
Duncan James
quinta-feira, 27 de novembro de 2008
Perguntas e respostas musicais
Tarefa: Escolher um artista e responder a perguntas com títulos das suas músicas.
Artista: Orson
Perguntas e Respostas:
1) És homem ou mulher?
“Northern girl” Uma mulher do Norte!
2) Descreve-te.
“Little Miss lost and found” Às vezes perco-me, às vezes encontro-me!
3) O que as pessoas acham de ti?
“So ahead of me” Não me importava que pensassem isso, mesmo raramente acontecendo"
4) Como descreves o teu último relacionamento?
“Broken watch” Qual?!
5) Descreve o estado actual da tua relação?
“Ain’t no party” Que relação? Já parecem o Scorpion, sabem alguma coisa que eu não sei (ou é só bluff)!
6) Onde querias estar agora?
“Where you are tonight” Agora quem é o you é que ja não digo!
7) O que pensas a respeito do amor?
“Gorgeous” É munito!
8) Como é a tua vida neste momento?
“Everything” Basicamente a minha vida é a minha vida!
9) O que pedirias se pudesses ter só um desejo?
“Happiness” Aquilo que todos queremos!
10) Escreve uma frase sábia.
When you’re in love, there’s “No tomorrow”. Frase da autoria da Luísa e muito acertada!
Artista: Orson
Perguntas e Respostas:1) És homem ou mulher?
“Northern girl” Uma mulher do Norte!
2) Descreve-te.
“Little Miss lost and found” Às vezes perco-me, às vezes encontro-me!
3) O que as pessoas acham de ti?
“So ahead of me” Não me importava que pensassem isso, mesmo raramente acontecendo"
4) Como descreves o teu último relacionamento?
“Broken watch” Qual?!
5) Descreve o estado actual da tua relação?
“Ain’t no party” Que relação? Já parecem o Scorpion, sabem alguma coisa que eu não sei (ou é só bluff)!
6) Onde querias estar agora?
“Where you are tonight” Agora quem é o you é que ja não digo!
7) O que pensas a respeito do amor?
“Gorgeous” É munito!
8) Como é a tua vida neste momento?
“Everything” Basicamente a minha vida é a minha vida!
9) O que pedirias se pudesses ter só um desejo?
“Happiness” Aquilo que todos queremos!
10) Escreve uma frase sábia.
When you’re in love, there’s “No tomorrow”. Frase da autoria da Luísa e muito acertada!
segunda-feira, 24 de novembro de 2008
Dias...
Ultimamente têm havido dias para tudo e mais alguma coisa…
Dias para me desiludir com promessas defraudadas, para me sentir mal por algo que deixei por fazer, para sorrir e fingir que não é nada comigo, que não sinto nada; dias para tentar entender o que quero alcançar e o que continuamente teimo em deixar escapar. Dias em que nem pareço eu e em que desejo ser mais que eu própria, romper preconceitos e complexos e apenas tentar ser mais o que os outros parecem ver em mim e que eu não vejo.
Alguns dias têm sido intermináveis, passo por eles ansiando a chegada daquele outro dia que muito parece prometer, mas que tarda em chegar.
Nunca soube atribuir culpas, sou sempre eu a maior responsável pelas minhas atitudes e teimosias mas creio que no fundo há uma razão que explica isso tudo e que foge do meu comando.
É nisso que devem acreditar aqueles que não me percebem a todo o momento, afinal é nisso que me baseio para conseguir adivinhar que até sou uma rapariga bastante normal, embora complicada.
Tudo é potencial.
Dias para me desiludir com promessas defraudadas, para me sentir mal por algo que deixei por fazer, para sorrir e fingir que não é nada comigo, que não sinto nada; dias para tentar entender o que quero alcançar e o que continuamente teimo em deixar escapar. Dias em que nem pareço eu e em que desejo ser mais que eu própria, romper preconceitos e complexos e apenas tentar ser mais o que os outros parecem ver em mim e que eu não vejo.
Alguns dias têm sido intermináveis, passo por eles ansiando a chegada daquele outro dia que muito parece prometer, mas que tarda em chegar.
Nunca soube atribuir culpas, sou sempre eu a maior responsável pelas minhas atitudes e teimosias mas creio que no fundo há uma razão que explica isso tudo e que foge do meu comando.
É nisso que devem acreditar aqueles que não me percebem a todo o momento, afinal é nisso que me baseio para conseguir adivinhar que até sou uma rapariga bastante normal, embora complicada.
Tudo é potencial.
domingo, 16 de novembro de 2008
Pedro e Inês - III
Inês tinha a consciência de que, mais tarde ou mais cedo, as coisas haverião forçosamente de mudar, ela teria de lutar verdadeiramente por ele, como as heroínas de outros livros lutam pelo seu amado. Era já isso que ele significava para ela. Não podia mais negar que ele mexia com ela mais do que qualquer outra pessoa. Pedro fazia-a querer estar sempre junto dele e, sobretudo, que ele estivesse sempre junto dela. Inês já não se lembrava de como era a vida antes deste sentimento que tinha por ele, Pedro já fazia há muito parte dos seus planos mas ela nunca tinha estado tão perto.
O próximo passo a dar seria a declaração, o assumir de culpa e deixar que o sentimento falasse mais alto sem nenhuma restrição. Mas esta etapa não correu tão bem, não eram só os seus sentimentos que estavam em causa, eram também os de Pedro. E esses pareciam confusos o suficiente para a deixarem sem saber que direcção tomar de seguida. Os seus gestos e palavras eram um tanto dúbios e à custa de muita racionalização ficava tudo ainda mais confuso. O que fazer nestas situações não vem nos tais livros e Inês resolveu deixar-se ir, deixar o tempo passar sem, no entanto, deixar de fazer alguma coisa por si e por ele, em conjunto.
n.r.: Personagens e conteúdos meramente fictícios
O próximo passo a dar seria a declaração, o assumir de culpa e deixar que o sentimento falasse mais alto sem nenhuma restrição. Mas esta etapa não correu tão bem, não eram só os seus sentimentos que estavam em causa, eram também os de Pedro. E esses pareciam confusos o suficiente para a deixarem sem saber que direcção tomar de seguida. Os seus gestos e palavras eram um tanto dúbios e à custa de muita racionalização ficava tudo ainda mais confuso. O que fazer nestas situações não vem nos tais livros e Inês resolveu deixar-se ir, deixar o tempo passar sem, no entanto, deixar de fazer alguma coisa por si e por ele, em conjunto.
n.r.: Personagens e conteúdos meramente fictícios
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